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EUA revogam mais de 600 vistos em ofensiva contra o “turismo de nascimento”

O governo dos Estados Unidos ampliou as ações contra o chamado “turismo de nascimento”, uma prática em que estrangeiros viajam ao país com o objetivo principal de ter filhos em território americano. Segundo o secretário de Estado, Marco Rubio, mais de 600 vistos foram revogados recentemente dentro da ofensiva conduzida pela administração de Donald Trump.

A iniciativa ganhou uma força-tarefa específica do Departamento de Estado, com participação do Departamento de Segurança Interna (DHS). O grupo deverá acompanhar possíveis usos irregulares de vistos e investigar redes que, de acordo com o governo americano, lucram ao organizarem esse tipo de viagem. Entre os focos de atuação está o monitoramento das atividades de portadores de visto em todo o mundo para identificar casos de turismo de parto e o desmantelamento de redes que lucram com esse tipo de mercado ilegal — estrangeiros que apresentarem informações falsas sobre o propósito da viagem poderão ser permanentemente impedidos de obter visto americano ou de entrar no país. Gazeta do Povo

Segundo o Departamento de Estado, empresas específicas orientariam clientes a esconder o verdadeiro motivo da viagem: algumas dessas organizações ajudariam gestantes com pedidos de visto, hospedagem e deslocamento, além de supostamente instruírem estrangeiros a prestar informações falsas. Como exemplo de fraude identificada, o próprio Departamento de Estado citou um casal que usou uma conferência e uma viagem de férias como pretextos para dar à luz dois filhos nos Estados Unidos, mentindo sobre o objetivo da viagem em dois pedidos de visto distintos e ocultando, na segunda ocasião, que já tinham um filho — os vistos foram revogados. Portal Leo DiasDNOTICIAS.PT

A medida se insere em uma ofensiva mais ampla do governo Trump contra a cidadania por nascimento, prevista pela 14ª Emenda da Constituição americana. Na semana anterior, o presidente havia assinado dois decretos voltados a restringir o reconhecimento da cidadania americana para determinados filhos de estrangeiros — uma tentativa que já havia sido barrada anteriormente, já que o Supremo Tribunal americano anulou em junho uma ordem executiva de Trump que pretendia restringir esse direito, embora a Casa Branca defenda que a decisão ainda permite limitar a cidadania a filhos de mães em situação de turismo de parto, de pessoal diplomático, de pessoas classificadas como terroristas estrangeiros ou nascidos em territórios não incorporados, como Porto Rico. FATONEWSDNOTICIAS.PT

Rubio afirmou, em publicação nas redes sociais, que a cidadania americana “não está à venda”. FATONEWS


Fonte: LeoDias — https://portalleodias.com

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