PGR não vê falta grave em caso da arma de Bolsonaro e defende manutenção da prisão domiciliar
A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer afirmando que o episódio envolvendo a arma do ex-presidente Jair Bolsonaro não configura uma falta grave capaz de justificar a revogação de sua prisão domiciliar.
O caso teve início após uma pistola Glock calibre 9 mm, registrada em nome de Bolsonaro, ser apreendida durante uma blitz com um de seus seguranças no Distrito Federal. O episódio levou o ministro Alexandre de Moraes a solicitar manifestações da defesa e da PGR para avaliar se houve descumprimento das regras impostas ao ex-presidente durante o cumprimento da pena.
No parecer, o procurador-geral Paulo Gonet concordou com a conclusão da Polícia Civil do Distrito Federal, que não indiciou Bolsonaro pelo caso. Segundo a PGR, não há elementos que caracterizem uma infração disciplinar grave ou que justifiquem alterar o regime atual de cumprimento da pena.
Apesar disso, a Procuradoria defendeu que a arma apreendida não seja devolvida ao ex-presidente, permanecendo sob custódia das autoridades.
Com essa manifestação, a PGR recomendou que Bolsonaro continue em prisão domiciliar nas mesmas condições já determinadas pela Justiça. A decisão final sobre o caso, no entanto, caberá ao ministro Alexandre de Moraes, que analisará o parecer da Procuradoria antes de definir se mantém ou modifica as condições impostas ao ex-presidente. Fonte: G1 – 1º de julho de 2026
